sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Médico , Político , Jornalista e Ministro da Fazenda- Francisco de Sales Torres Homem-Visconde de Inhomerim-Rua da Mooca.


RUA VISCONDE DE INHOMERIM
Localização: Mooca | Distrito: Mooca
Francisco de Sales Torres Homem, Visconde de Inhomerim, nasceu no Rio de Janeiro, em 29 de Janeiro de 1812. Formado em Medicina, foi por influência de Evaristo da Veiga, o extraordinário redator da Aurora Fluminense, que se dedicou com grande brilho à política, escrevendo em vários jornais. Fundou o Jornal dos Debates no qual fez séria oposição ao Regente Feijó. Escrevendo sempre para a imprensa, em 1842, por ocasião das revoltas liberais de São Paulo e Minas, foi preso e deportado para a Europa. Em 1844, serenados os ânimos e de volta ao Brasil, foi eleito deputado por Minas Gerais. Exaltado pelos acontecimentos do Recife em 1848, em defesa deles escreveu o Libelo do Povo por Timandro, trabalho em que a beleza da forma literária está ao par da violência e dos conceitos. Fora então do parlamento, e sem atividade no jornalismo, colaborou acidentalmente na Reforma, até 1854. Depois dessa data, voltou às metas políticas, tendo tido a fraqueza de aceitar do Marquês de Paraná, a nomeação de chefe de uma das Diretorias do Tesouro Nacional. Os liberais, seus correligionários, não lhe perdoaram a aceitação do cargo e menos ainda ter ele ido beijar agradecido a mão do imperador. Eleito novamente deputado em 1857, agora pelo Partido conservador , empenhou-se em formidáveis campanhas , enchendo os anais do Congresso de luminosas páginas políticas, resultantes dos debates com seus antagonistas. Em 1863, foi para a Europa , publicando antes um violento protesto contra os que dirigiam a política da época. De volta do estrangeiro, proferiu no Senado o famoso discurso em defesa do projeto que declarava livres, todos os escravos nascidos no Brasil, projeto esse convertido em lei do Império pelo decreto de 28 de setembro de 1871. Macedo, apreciando a vida desse grande lutador, diz que a vaidade foi a sua grande fraqueza. Várias vezes, de fato, levado por ela viu a sua carreira interrompida ou o seu trabalho anterior inutilizado. Sales Torres Homem, apesar de sua exaltação, de sua vaidade e de sua violência, foi o grande, o eloquente fulminador da resistência, dos principais chefes conservadores contra a lei histórica de 28 de setembro. Visconde de Inhomerim pertenceu a várias Associações Científicas, foi Conselheiro de Estado, membro do Instituto Histórico Brasileiro e membro do Instituto de França. Faleceu em Paris em 3 de junho de 1876.

Logradouro oficializado através do ATO Nº 1392, de 29 de dezembro de 1919.
Outras Legislações: ATO Nº 1633/21, ATO Nº 1924/23, ATO Nº 139/31 (tratam do prolongamento da via)
Nomes anteriores do logradouro: Rua 31, Rua 5 e Rua dos Emboabas.
Codlog: 09.198-7

MAIS INFORMAÇÕES
Nomes Anteriores:
Rua 31
Descrição Técnica:
Começa na Rua Borges de Figueiredo e termina na Rua Oratório. B. Moóca.
CADLOG:
09.198-7
Oficialização:
ATO nº: 1.392 de 29/12/1919
Francisco de Sales Torres Homem, Visconde de Inhomirim (Rio de Janeiro29 de janeiro de 1812 — Paris3 de junho de 1876), foi um advogadojornalistadiplomataescritormédico e político brasileiro.

História

Filho do padre Apolinário e da mulata Maria Patrícia, conhecida como Maria "Você me Mata", neta da escrava Eva da Serra de Taubaté, Torres Homem, retratado como um macaco em caricaturas da época, apesar de ter sido mulato, é considerado o negro que conseguiu maior destaque durante o Império. Ele era contra a escravidão, mas escondia seu cabelo com perucas e usava pó de arroz para clarear a pele. Dava muita importância à aparência. Segundo ele, é "preciso não deixar os medíocres e tolos sequer essa superioridade: trajarem bem. As exterioridades têm inquestionável importância." (Campos, 1954, p.19). Fez parte de sociedades secretas republicanas e mais de uma vez desrespeitou o Império. Apesar disso, recebeu do Imperador o título de Visconde em 1871.
Foi deputado geral, presidente do Banco do Brasil[1] , ministro da Fazenda, conselheiro de Estado e senador do Império do Brasil.
foto : wikipedia fonte : dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br wikipedia

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

3 de novembro -Aniversário do Bairro Água Rasa-fundado em 1829

Água Rasa: sempre uma grata surpresa

Publicada em : 29/04/2011

O Ribeirão Tatuapé deu nome ao bairro


O ano era 1829. Uma grande chácara que pertencia a João Mariano foi vendida, no dia 2 de novembro, ao Pe. Diogo Feijó, uma das personalidades mais importantes do Império. Feijó batizou a área como Chácara Paraíso; surge aí o bairro da Água Rasa. Seu nome se deve ao Ribeirão Tatuapé, cujo leito era extremamente raso quando corria pela região. Limítrofe da Vila Carrão, Belém, Tatuapé, Mooca e Vila Formosa, contou em seu crescimento com imigrantes húngaros, italianos, lituanos e espanhóis.

Um dos seus pontos de referência é o Santuário Nossa Senhora de Lourdes, localizado a R. João Soares, 13. A capela inicial foi construída em louvor à Santa no ano de 1926. O Pe. Jorge Gemelder, em 1948, comprou parte do terreno em que estava a igreja e lançou a pedra fundamental da Matriz. A conclusão ocorreria 10 anos mais tarde, com a ajuda de campanhas populares. O Santuário também possui uma gruta da Virgem, que reproduz o local em que ela apareceu em Lourdes, no sul da França, além de pinturas dos artistas italianos Ferdinando e Henrico Bastiglia.

Atualmente, o bairro conta com aproximadamente 82 mil habitantes em uma área de 6,9 km2 segundo dados fornecidos pela Subprefeitura Mooca. Mesmo com um crescimento acelerado e a inexistência de um planejamento urbano, muitos optam por morar no bairro, pois ele possibilita ao residente trabalhar perto de casa. Isso porque, o distrito conta com mais de dois mil estabelecimentos comerciais e por volta de 620 prestadores de serviços. Além disso, o preço convidativo do metro quadrado - entre R$ 250 e R$ 400 - atrai novos moradores.

A Água Rasa ainda conserva características horizontais, porém a expansão do mercado imobiliário é evidente na região, principalmente, nas últimas duas décadas, o que fez com que o local ganhasse fortes pontos de verticalização. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, não há submoradias no bairro.

O sistema de saúde é precário, embora o bairro conte com três postos de saúde, não tem hospital. Quanto às escolas: 17 são particulares e 17 estaduais. O aniversário da Água Rasa consta como no dia 3 de novembro, segundo o projeto de lei no 612/98, aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo.

No último dia 30 de setembro a região já recebeu seu primeiro presente: a Pça. Xavier da Silveira foi entregue recuperada pela Subprefeitura Mooca. O local, com 8 mil m2, recebeu melhorias como mesas e bancos, além de um playground cercado com alambrado e tanque de areia. A Subprefeitura irá realizar reuniões com a comunidade para formar um grupo que auxiliará na conservação da praça.

Bairros que compõem o distrito da Água Rasa:
• Vila Canero • Vila Celeste • Vila Clotilde • Vila Diva • Vila Ema • Vila Haddad • Vila Invernada • Vila Leme • Vila Libanesa • Vila Lúcia Elvira • Vila Oratório • Vila Paulina • Vila Regente Feijó • Vila Rio Branco • Vila Santa Clara


    Fonte:Revista IN